De malas feitas...

Pois é, chegou o dia.

As malas estão prontas e espero não me esquecer de nada importante. Cá vou eu, dar o salto para uma nova vida. A fazer figas e só com um pensamento... Tudo vai correr bem!

É assim que fecho a porta de uma etapa da minha vida e abro as asas no caminho de outra.

Vamos a isso, sem medos. Quem não arrisca nunca saberá!


23 de Julho de 2014

Um dia de luto pela Humanidade

Hoje é dia de luto nacional, é dia de silêncio, é dia de prestar homenagem a quem tão inesperadamente partiu!
Devia ser dia de luto Mundial, de luto pela humanidade, de luto pelos valores perdidos...
Quando todos se perguntam quem foi? Como foi? A unica resposta que me ocorre é: foram humanos! Humanos a matar humanos! Mas em que ser é que nos tornámos? Não posso mais usar a palavra Humano... São bestas!
E para quê? Poder? Ganância? Mas que poder é este que se sobrepõe á vida? Que poder é este que crece sobre cadáveres, lágrimas, medo, revolta, raiva?

Hoje é dia de chorar... Para quem o conseguir! Um coração revoltado, submerso em raiva, não deita lágrimas!
Li algures uma frase que ficou presente, e que me fez pensar...
"Em vez de tentar deixar um mundo melhor para os seus filhos, tente deixar melhores filhos para o mundo!"

Pais, avós, filhos... Crianças, jovens e idosos, que partiram felizes para umas férias de sonho, ou de regresso a casa... E que não mais vão voltar! Que num segundo nos deixaram. Porque, por um momento, a maldade venceu!
E por muito que seja dificil admitir, o que fica é a raiva e a revolta!
E para quê?

Ainda está tão presente neste povo o horror da guerra, da maldade. Está tão presente a perda e a dor... E que hoje se sente tão intensamente, que o olhar anda baixo e vazio, a alegria foi-se num sopro e o medo tomou conta de todos.
Dificil de esquecer, dificil de superar, impossivel de perdoar!


16 de Julho de 2014

Verão veraneio

Este verão está a ser VERÃO! Calor, sol, dias longos, esplanadas, festas, praia e muito muito cansaço!
Depois de dias fantásticos passados com amigos, churrascadas, passeios de barco e etc, rumámos a Maiorca para uma semana de férias de praia praia e mais praia! Foi do melhor! Voltei revigorada!
Mas na volta, vieram mais festas, jantares, churrascos, fins de tarde na esplanada, festivais... E ainda há tanto para vir... Preciso de férias outra vez! Ando tipo zombie! E nos dias em que não há planos, há treinos de boxe, corridas... Socorro!!!
Estou a adorar este verão, a viver ao máximo todos os minutos, e ainda ma falta a semana fantástica no meu lugar encantado, para acabar em grande!
Festas, amigos, sol e sorrisos... Venham eles! Estou de braços abertos!
(E não digam que a Holanda não tem verão!)

12 de Março de 2014

Despedidas...

Depois de quase 3 anos a viver fora do meus país, já passei por muita coisa, muitas emoções, muitas perdas, muitos ganhos... mas há coisas que continuam a custar muito... e uma delas são as despedidas.
Despedidas via net custam muito. Não há o olhar, o toque, o cheiro... perde-se o momento, o olhar para trás, o ultimo aceno, a lágrima... e quando esta despedida é de alguém muito especial, como o meu pai, isto custa a triplicar!

Quase diariamente há portugueses a sair em busca de trabalho, de melhores condições ou mesmo de aventura...
Não que isso seja mau, continuo a achar que se deve arriscar, que se deve abrir a mente a novos desafios, mas desta vez, quem deixou Portugal, foi alguém que toda a vida lutou por um Portugal melhor, que toda a vida trabalhou duro, que deu tudo por tudo, deu o corpo á luta quando foi preciso, estudou numa das mais difíceis fases da vida, sempre trabalhou, aprendeu, ensinou, educou, até que a crise e a idade o puseram de lado...
E, por muito que eu ache que se deve investir na mudança, pergunto se isto é justo.
Numa altura em que o corpo pede descanso e tempo para aproveitar as coisas boas da vida... se tem de fazer as malas e partir... partir com rancor, com receio, com tristeza...
Sei que o mais difícil é o inicio, que depois nos acostumamos, e a tecnologia faz-nos estar mais perto... mas... custa. E quando é assim, custa muito!

Desejo a melhor sorte do mundo, e que o tempo voe, que esta aventura seja só uma pequena viagem com boas recordações, e num abrir e fechar de olhos tudo volte ao normal.

Mas sinto pena que Portugal esteja assim, a perder mentes brilhantes que para sempre vão ficar desiludidas, tristes e amarguradas com o seu país!
Este é o país que nós ajudamos a construir. Continuamos a recordar os feitos brilhantes do passado e esquecemos-nos que o mais importante, é criar outros mais, desenvolver, andar para a frente, pensar no futuro, crescer!
Já chega de estar "parado no tempo", chega de lamechices, chega de aldrabices! É preciso gente séria e inovadora!!!

12 de Fevereiro de 2014

Olimpíadas de inverno

Estes holandeses, para além de terem nascido em cima de uma bicicleta, também veem equipados com um par de patins. É que papam tudo o que é competição de patinagem no gelo!
Estes jogos têm sido o motivo de muita alegria e agitação. Ainda por cima, aqui no norte, onde a patinagem é um culto... é a loucura completa.
São cachecóis, ti-shirts, gorros, crachás e outros apetrechos que se encontram por todo o lado.
Confesso que fui atingida por este culto assim que vi um canal gelado, o prazer e a sensação de liberdade e ainda por cima, ao ar livre, contagiou-me. Mas este inverno está a ser tão meiguinho, que ainda não nos deu a alegria de calçar os patins...
Ficamo-nos pela televisão a apoiar estes vencedores! E deliciamo-nos com o entusiasmo destes Reis fantásticos. São sem duvida detentores da medalha de ouro em simpatia!
Ora vejam AQUI !

Gostei em particular dos 500m velocidade, que das 3 medalhas, 2 das quais ficaram na família, com  gêmeos a competir, e a arrecadar o ouro e o bronze.
É bonito ver o pódio cheio de laranjinhas. Nestes jogos, aconteceu mais do que uma vez.
Parabéns á Holanda pelas, até agora, 7 medalhas (3 ouro, 2 prata e 2 ouro).







5 de Fevereiro de 2014

Qual é o verdadeiro selvagem?

Uma coisa que me deixa louca de raiva, é a selvajaria de que o ser humano é capaz contra a natureza que nos acolhe. Esquecemos-nos de que Ela não nos pertence, e nunca vai pertencer!
E não me admiro nada com as retaliações numa forma de sobrevivência!

Fico doida com noticias como esta! Como é possivel sermos tão maldosos, tão mesquinhos...
O Rinoceronte negro estava há muito na lista vermelha... mas com tanta caça aos seus chifres, não resistiu.
Não consigo encontrar as palavras certas para descrever o que sinto!
Admiram-se das guerras, da morte, da maldade, da sede de poder??? Meus Deus... nós acabamos com tudo o que de belo nos rodeia, mesmo que sejam vidas! E não acontece nada? Não há punições? Reis e presidentes em pose fotográfica em cima de animais mortos?!?! Leilões milionários para caçar animais quase extintos... quantos mais vão desaparecer?

Que nervos!!!
Sem palavras... :(

30 de Janeiro de 2014

Ser ou não ser caloiro

Hoje em dia não se fala de outra coisa senão as praxes, e este é um assunto que deve ser tratado com cuidado.
Eu fui praxada, praxei, ajudei a praxar, e de todas as vezes, diverti-me muito!
Andei pelas ruas de Lisboa de cara e mãos pintadas, penico na cabeça e a cantar para todos os que por ali andavam, para os vizinhos e até para os caloiros das universidades "rivais". Dei cambalhotas, levei um baptismo muito mal cheiroso, entre muitos outros jogos divertidos. No entanto, nunca fui obrigada a fazer nada que não quisesse, assim como nunca obriguei ninguém a fazer!

A praxe serve para inserir os novos alunos na "comunidade universitária", serve para socializar, para fazer novos amigos, para marcar o inicio de uma nova etapa. Nunca serviu para ostracizar, humilhar, agredir! Tudo o que não é de comum acordo e inocente, é abuso,  é crime e deve ser tratado como tal, tanto dentro das portas universitárias, como na comunidade em geral!

Os novos alunos (caloiros) devem estar a par destas "regras", ao iniciarem a vida académica. Fazemos todos parte de uma sociedade, com direitos e deveres. E estes devem ser respeitados por todos.
Não somos, NUNCA, obrigados a fazer algo que não queremos, que temos receio ou de que não concordamos!

Não sou a favor do fim desta tradição, muito pelo contrário, acho que quando é feita de maneira a que todos, mesmo TODOS, os intervenientes se divirtam, é das tradições mais engraçadas que há, e fica para sempre nas nossas memórias como boas recordações, boas amizades, etc. Mas para tudo existe limites, para tudo existe regras. E estas devem ser seguidas!

Façam jus ao estatuto de universitários, da geração do futuro, e usem mais a cabeça, pensem, inventem e divirtam-se!

28 de Janeiro de 2014

Uma dor sem limites...

Porque tem de ser partilhado, uma, duas, dez, mil, as vezes que forem necessárias...
Esta é uma dor inexplicável, acompanhada com uma força brutal, de nunca, nunca desistir!
Para que se faça mais, para que chegue a todo o lado, para que se faça ouvir, e sobretudo, para que não volte a acontecer... para que nunca, nunca caía no esquecimento!!!

Hoje, o Rui Pedro faz hoje 27 anos, desaparecido há 11... quantos mais anos estará ele longe desta mãe?

Vejam aqui este pedido de ajuda brutal... e...

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